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‘Meu querido companheiro”: Lula lamenta a morte de líder do PCdoB

O presidente Lula e Renato Rabelo durante uma das campanhas ao Planalto. Foto: Divulgação/PCdoB

Neste domingo (15), o presidente da República Luís Inácio Lula da Silva publicou no X, uma mensagem de pesar pela morte de Renato Rabelo. Na postagem, o chefe do Executivo lamentou a perda do dirigente histórico do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e destacou a trajetória política construída ao longo de décadas.

No texto, o presidente afirmou que “a democracia brasileira perdeu hoje um de seus maiores nomes” e se referiu a Renato como “meu querido companheiro”. Ele recordou momentos compartilhados na vida pública e ressaltou a atuação conjunta em períodos decisivos da história recente do país.

Ao mencionar a convivência política, o presidente citou as greves do ABC, a mobilização das Diretas Já e as campanhas presidenciais das quais participou. Segundo ele, Renato esteve presente em episódios centrais da redemocratização e da consolidação de projetos políticos voltados ao campo progressista.

O presidente também destacou a “visão estratégica” do dirigente e sua capacidade de articular diferentes forças políticas em torno de pautas como soberania e justiça social. Na mensagem, afirmou que esse legado continuará a orientar aqueles que defendem a construção de um país mais inclusivo. Ao final, enviou solidariedade a amigos, familiares e militantes.

Renato Rabelo morreu aos 83 anos em São Paulo, após enfrentar problemas de saúde. Presidente de honra do PCdoB, comandou o partido entre 2001 e 2015 e participou da reorganização da legenda após o período da ditadura. Sua atuação começou no movimento estudantil e incluiu resistência ao regime militar e anos de exílio.

Ao longo da trajetória, esteve envolvido na campanha presidencial vitoriosa de 2002 e na ampliação da presença institucional do PCdoB. Também liderou debates programáticos internos e permaneceu como referência partidária mesmo após deixar a presidência. Nos últimos anos, recebeu homenagens da militância e manteve participação em atividades políticas até o agravamento de sua saúde.