O fracasso das marcas alinhadas ao MAGA nos EUA

Atualizado em 15 de fevereiro de 2026 às 20:49
Apoiadores de Trump usam bonés com a estampa Maga (Make America Great Again). Foto: Rebecca Noble/Getty Images via AFP

Empresas e produtos direcionados ao público do movimento Maga (“Make America Great Again”) têm encontrado dificuldades para escalar operações e alcançar lucratividade nos Estados Unidos. A avaliação foi publicada pela revista “The Economist”.

Fundada em 2021, a PublicSquare iniciou como plataforma online voltada ao comércio eletrônico conservador. Desde a abertura de capital, em julho de 2023, as ações acumularam perdas superiores a 90%. No ano passado, a companhia anunciou mudança de foco para tecnologia financeira.

A Rumble, plataforma de vídeos associada ao público descrito como anti-woke, registrou movimento semelhante. Após alta breve no preço das ações em meio ao ciclo eleitoral, os papéis voltaram a cair com a redução de usuários, receita e lucro.

Painel da Nasdaq exibe mensagem de boas-vindas à plataforma Rumble. Foto: Reprodução

Nos últimos anos, consumidores conservadores impulsionaram o surgimento de uma “economia paralela”, com marcas como Ultra Right Beer, MyPillow, Jeremy’s Razors e Patriot Mobile. Apesar da visibilidade em mídias alinhadas à direita, muitas dessas empresas permanecem de pequeno porte.

Especialistas em marketing afirmam que decisões de compra seguem fortemente ligadas a fatores como preço, qualidade e conveniência. Jura Liaukonyte, professora da Universidade Cornell, avalia que apenas uma parcela dos consumidores busca alinhamento político nas compras cotidianas.

O impacto dos boicotes tem sido observado principalmente em marcas tradicionais. A Bud Light registrou queda nas vendas após controvérsia em 2023. Um ano depois, a AB InBev informou que o episódio resultou em perdas bilionárias e redução de participação de mercado.