VÍDEO: Protestos tomam as ruas da França após morte de ultradireitista espancado

Atualizado em 15 de fevereiro de 2026 às 22:01
Uma bandeira francesa com a mensagem “Justiça para Quentin” é exibida durante uma manifestação em Paris. Foto: Stephane Mahe/Reuters

A morte de Quentin Deranque, 23, após espancamento em Lyon, mobilizou protestos e declarações de autoridades francesas neste domingo (15). O ultradireitista havia sido hospitalizado na quinta-feira (12), após ser agredido durante um ato na cidade.

O gabinete do promotor de Lyon informou no sábado (14) que Deranque morreu em decorrência dos ferimentos. Investigadores trabalham na identificação dos autores do ataque.

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, afirmou que “foi claramente a ultraesquerda que o matou”. O ministro também declarou que discursos políticos “levam a uma violência desenfreada nas redes sociais e depois no mundo físico”.

Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa (LFI), declarou estar “chocado” com o assassinato. Ele expressou “empatia e compaixão à família” e afirmou que as acusações feitas contra seu movimento não têm “qualquer conexão com a realidade”.

Um vídeo mostra um grupo agredindo pessoas caídas no chão. Testemunhas relataram cenas de violência. “Ouvi gritos e pessoas se batendo com barras de ferro”, disse Adem à AFP.

A líder da ultradireita Marine Le Pen afirmou que os responsáveis pelo “linchamento” devem ser levados à justiça. O presidente Emmanuel Macron pediu calma e moderação diante da escalada de tensão.