
A decisão da primeira-dama Janja da Silva de não desfilar pela Acadêmicos de Niterói, neste domingo (15), na Marquês de Sapucaí, foi recebida com alívio por integrantes próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos bastidores, aliados relatavam preocupação com possíveis questionamentos jurídicos e desgaste político. Com informações da Folha de S.Paulo.
Segundo relatos, havia receio de que a presença de Janja na avenida ampliasse críticas políticas e exposição negativa nas redes sociais. O grupo avaliava que a participação poderia ser explorada por adversários e intensificar o debate público.
Janja era esperada no último carro alegórico da escola, que homenageou Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Apesar da previsão inicial e da inscrição no livro Abre-Alas da Liesa, a primeira-dama permaneceu no camarote ao lado do presidente.
Em nota divulgada após o desfile, Janja afirmou que optou por não participar da apresentação para evitar “perseguições” contra Lula e contra a agremiação. “Mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma escola de samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”, disse a equipe em nota.
A homenagem da escola a Lula foi alvo de questionamentos judiciais apresentados por partidos de oposição. Na quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou os pedidos de suspensão do desfile, sem afastar eventual análise posterior.
O departamento jurídico do PT afirmou que o enredo configurou manifestação artística. De acordo com advogados ligados ao partido, não haveria impedimento legal para a apresentação nos moldes realizados pela agremiação.