
Comecei a ler o texto da Folha em que a colunista Dora Kramer desqualifica a homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula, mas não fui adiante quando apareceu essa frase: “Folia e política não se bicam”.
Me lembrei da fala de Wim Wenders, ao ser questionado por um repórter, no Festival de Berlim, sobre o fato de que o governo alemão, patrocinador do evento, apoia o genocídio em Gaza.
O cineasta alemão, presidente do festival, respondeu:
“Não podemos interferir na política, temos que nos manter fora dela. Somos o oposto da política. Temos que fazer o trabalho das pessoas, não o dos políticos”.
Quando Wim Wenders e Dora Kramer pensam a mesma coisa sobre arte e política, a situação fica complicada.
Wenders, Dora, Michelle Bolsonaro e muita gente da direita e da extrema direita brasileira poderiam sentar num bar e conversar sobre qualquer assunto. Eles conversariam em javanês.
