Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Quanto recebem os servidores da Receita investigado por vazar dados de autoridades

Auditor da Receita Federal. Foto: Divulgação

Os quatro servidores da Receita Federal investigados por suspeita de vazar dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) recebem salários que variam de R$ 11 mil a R$ 38 mil mensais. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das Fake News e apura acessos considerados sem justificativa funcional a sistemas da Receita Federal.

Segundo a coluna de Tácio Lorran no Metrópoles, o maior salário entre os investigados é o do auditor-fiscal Ricardo Mansano de Moraes, lotado na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto (SP). Ele recebe R$ 38.261,86 por mês e ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995.

Os demais três investigados ocupam cargos técnicos. Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro lotado na Delegacia da Receita no Rio de Janeiro, recebe R$ 12.778,82.

Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social em exercício na Delegacia da Receita em Salvador (BA), tem salário de R$ 11.517,49. Já Ruth Machado dos Santos, também técnica do Seguro Social, lotada em Santos (SP), recebe R$ 11.128,16.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes, durante cerimônia no TSE, em 2023. Foto: Alejandro Zambrana/TSE

Segundo o STF, foi identificado um “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”. A Corte citou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontando que os “diversos e múltiplos acessos ilegais” apresentam indícios do crime de violação de sigilo funcional.

A investigação apura o vazamento e uso fragmentado de dados fiscais de autoridades e familiares. Os servidores foram alvo de mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, e seguem sob investigação.