Ex-tetraplégico reabilitado com técnica brasileira emociona ao empurrar cadeira de Laís Souza

Atualizado em 18 de fevereiro de 2026 às 22:13
Laís Souza e Bruno, o paciente tetraplégico que voltou a andar após a injeção da polilaminina. Foto: Reprodução

Bruno Drummond de Freitas, primeiro paciente tetraplégico a receber o tratamento experimental com polilaminina, já está andando normalmente e apareceu empurrando a cadeira de rodas da ex-ginasta Laís Souza durante um encontro emocionante registrado em vídeo.

A substância brasileira, ainda na fase 1 de testes pela Anvisa, tem sido associada à recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular, e o caso de Bruno é apontado como um marco nessa pesquisa.

Tetraplégica desde um acidente enquanto esquiava nos Estados Unidos, em 2014, Laís conheceu pessoalmente Bruno e relatou o momento nas redes sociais. “Hoje conheci o paciente 01 da Polilaminina, Bruno Drummond de Freitas, protagonista de um marco histórico na ciência brasileira sobre lesões medulares”, escreveu.

Em abril de 2018, ele sofreu um grave acidente de carro, com fraturas na coluna nas regiões C6 e T8, sendo diagnosticado com tetraplegia após lesão medular completa.

Segundo Laís, menos de 24 horas após o trauma, Bruno passou por cirurgia e recebeu a aplicação da polilaminina, tornando-se o primeiro ser humano a receber a substância em lesão medular aguda. Três semanas depois, surgiram os primeiros sinais de recuperação.

“Três semanas depois, ocorreu o primeiro movimento voluntário: flexão do dedão do pé. O primeiro indicativo clínico de reconexão funcional. A partir daí, seguiram-se dois anos de evolução progressiva, associados à reabilitação intensiva e diária”.

Recuperação e impacto científico

Após anos de tratamento e fisioterapia, Bruno alcançou independência funcional. “Hoje, Bruno se encontra no que define como seu ápice de recuperação funcional, tornando-se 100% independente, com apenas algumas sequelas residuais”, afirmou a ex-ginasta.

A polilaminina, proteína retirada da placenta e desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, vem sendo estudada como alternativa para regeneração medular.

Laís destacou que o caso projeta o Brasil no debate científico internacional. “O caso de Bruno, e de outros pacientes da polilaminina, posiciona a ciência brasileira no centro do debate internacional sobre regeneração medular. Bruno, foi um prazer te conhecer!”.

O paciente respondeu nas redes sociais: “O prazer foi todo meu, Lais!!! Você é uma das mulheres mais incríveis que já tive a oportunidade de conhecer… Por mim a gente ficava o dia todo conversando. Estou rezando para que vc tenha uma oportunidade de recuperação e vamos marcar mais encontros!!!”.