Real Madrid diz que entregou “todas as provas” de racismo contra Vini a autoridades

Atualizado em 19 de fevereiro de 2026 às 15:23
Momento em que Prestianni cobre a boca para atacar Vini Jr. Foto: Getty Images

O Real Madrid informou que enviou à UEFA todas as provas disponíveis sobre o caso de racismo contra Vinicius Junior, ocorrido na partida contra o Benfica, pela Liga dos Campeões, em Lisboa (Portugal). O argentino Gianluca Prestianni foi o responsável pelo ataque.

“O Real Madrid CF anuncia que hoje forneceu à UEFA todas as provas disponíveis relativas aos incidentes ocorridos na última terça-feira, 17 de fevereiro, durante o jogo da Liga dos Campeões que a nossa equipa disputou em Lisboa contra o SL Benfica. Nosso clube cooperou ativamente com a investigação aberta pela UEFA após os episódios inaceitáveis de racismo ocorridos durante aquela partida”, disse o clube espanhol.

A Uefa abriu investigação disciplinar após denúncia de que Prestianni teria dirigido insultos racistas ao brasileiro, chamando-o de “mono” (“macaco”, em espanhol”). Um Inspetor de Ética e Disciplina foi designado para apurar as alegações de comportamento discriminatório durante o jogo.

O comitê analisará as evidências e poderá ouvir os jogadores envolvidos e eventuais testemunhas. O francês Kylian Mbappé afirmou ter escutado o atleta do Benfica chamar Vinicius de “macaco” cinco vezes durante a partida.

Confusão entre jogadores de Real Madrid e Benfica durante jogo pela Liga dos Campeões. Foto: Reprodução

O episódio ocorreu após Vini marcar no Estádio da Luz e comemorar próximo à torcida adversária. Ele recebeu cartão amarelo do árbitro François Letexier e relatou que foi insultado pelo jogador argentino, que cobriu a boca com a camisa.

O árbitro acionou o protocolo antirracismo, e o jogo ficou paralisado por cerca de 10 minutos. Houve confusão entre atletas e comissões técnicas, e o brasileiro seguiu sendo hostilizado até o fim do confronto.

Em nota, o Real Madrid afirmou afirmou que “continuará trabalhando, em colaboração com todas as instituições, para erradicar o racismo, a violência e o ódio no esporte e na sociedade”. O clube ainda agradeceu o apoio que ele tem recebido após o ataque.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.