
O príncipe Andrew, terceiro filho da rainha Elizabeth II, já foi descrito como o “filho preferido” da monarca e ganhou fama como militar corajoso e figura popular da família real britânica. Aos 66 anos, no entanto, sua vida passou a ser marcada por escândalos e pela prisão ligada a seus vínculos com Jeffrey Epstein.
Durante décadas, Andrew cultivou a imagem de oficial dedicado. Aos 22 anos, participou da Guerra das Malvinas, em 1982, como piloto de helicóptero da Marinha Real britânica, episódio que criou uma reputação de “herói” no conflito contra a Argentina.
Com o avanço das denúncias envolvendo Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019, a imagem do duque de York começou a ruir. Seu irmão, Charles III, adotou postura de distanciamento. Em fevereiro, um porta-voz do rei afirmou que “o rei deixou clara sua profunda preocupação com as acusações que continuam surgindo a respeito da conduta do senhor (Andrew) Mountbatten-Windsor”.
Em 2019, Andrew concedeu entrevista à BBC para se defender da relação com Epstein. Na ocasião, afirmou que o financista lhe proporcionava contatos interessantes e classificou o comportamento do amigo como “inadequado”. A repercussão negativa levou o príncipe a anunciar o afastamento da vida pública.

Em 2022, a americana Virginia Giuffre o acusou de tê-la agredido sexualmente quando tinha 17 anos, sob intermediação de Epstein. Andrew sempre negou as acusações. O caso aprofundou o desgaste e resultou na perda de seus títulos de príncipe e duque de York.
Após 22 anos na Marinha, Andrew atuou como representante especial do Reino Unido para o comércio internacional entre 2001 e 2011. Nesse período, acumulou críticas por gastos considerados excessivos e por relações com figuras controversas do cenário internacional.
Documentos divulgados recentemente indicaram que ele compartilhou informações confidenciais com Epstein enquanto exercia a função oficial.