
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu dobrar a aposta após a Suprema Corte derrubar o tarifaço. O republicano anunciou novas taxas globais de 10% sobre as importações e afirmou que “há métodos ainda mais fortes” de continuar pressionado outros países.
“Eu iriei assinar agora um decreto para impor uma tarifa global de 10% sob a seções 122 para proteger o nosso país”, escreveu Trump na Truth Social. A lei citada por ele autorizada a imposição de tarifas de até 15% por até 150 dias. Após o fim do prazo, a medida precisa de aprovação do Congresso para continuar valendo.
O mandatário americano ainda atacou a Suprema Corte, dizendo que ela é “uma vergonha para a nação” e que estava sendo “pressionada por interesses estrangeiros”. A Justiça decidiu decidiu, por 6 votos a 3, que a lei usada por ele para justificar o aumento das tarifas não permite que o presidente imponha tais taxas unilateralmente.
Durante coletiva de imprensa na tarde desta sexta (10), ele afirmou que está “profundamente decepcionado com a decisão” e que a Suprema Corte está “contra qualquer coisa que faça a América forte, saudável e grande”.

A decisão da Suprema Corte afeta principalmente as tarifas recíprocas, que foram uma parte central da estratégia tarifária de Trump, mas não abrange as tarifas específicas sobre produtos como aço e alumínio, que continuam valendo.
A decisão também pode ter implicações financeiras para os Estados Unidos, já que o governo pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões arrecadados com as tarifas. Economistas estimam que o valor a ser devolvido pode ultrapassar US$ 175 bilhões (aproximadamente R$ 908 bilhões).
As tarifas específicas sobre aço e alumínio, que incluem produtos brasileiros, não são afetadas pela decisão da Suprema Corte, pois foram impostas com base na “Seção 232 da Lei do Comércio dos EUA”, voltada para a segurança nacional.