
Gisele Alves Santana, uma policial militar de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento onde morava, no Brás, centro de São Paulo, na última quarta (18). O caso foi registrado inicialmente como suicídio consumado, mas a Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.
A vítima, que havia recebido uma promoção recente para o Tribunal de Justiça Militar (TJM), deixou uma filha e era reconhecida por sua dedicação e amizade entre os colegas. Ela começou a trabalhar desde os 17 anos, primeiro como caixa de supermercado, e sempre morou na zona leste de São Paulo antes de se mudar para o centro com seu marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto.
Em entrevista ao portal Metrópoles, uma amiga de Gisele descreveu-a como “centrada e determinada”. A policial sempre quis ser financeiramente independente e se esforçava para garantir uma melhor qualidade de vida, especialmente para cuidar de sua filha.
Antes de sua morte, ela estava feliz com as melhorias em sua vida profissional e pessoal, após a promoção que havia conquistado no TJM.

Gisele foi encontrada morta com um disparo na cabeça no apartamento que dividia com seu marido, Geraldo Neto. A arma utilizada no crime pertencia a ele. A Polícia Civil foi acionada, e a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, afirmou que a filha vivia uma relação abusiva com o tenente-coronel.
Marinalva contou que, uma semana antes do ocorrido, a filha havia telefonado aos pais, chorando, dizendo que não aguentava mais a situação e pedindo para ser resgatada. Ela relatou também que Gisele era proibida de usar maquiagem, perfume e saltos altos.
De acordo com a mãe, Gisele já havia tentado se separar, mas ele teria reagido de maneira violenta, enviando uma foto com uma arma apontada para sua própria cabeça. O pai tentou ajudá-la, mas, no último momento, ela desistiu da ideia de separação, afirmando que ainda estava conversando sobre o término do relacionamento.