
Leonardo Sakamoto escreve no UOL sobre a promiscuidade de gente de todos os níveis do Judiciário com poderosos com processos que serão julgados pelos amigos magistrados ou pelos magistrados que acabam ficando amigos:
“O país naturalizou o convívio íntimo entre quem julga e quem tem interesse direto nas decisões. E não falo apenas de jantares sofisticados em Brasília, São Paulo e Rio, de encontros luxuosos em Lisboa ou Nova York ou de festinhas do estilo “bunga bunga” em Trancoso. Mas também das pescarias ou churrascos de fim de semana nos rincões do país, onde juízes dividem barco, picanha, uísque e risadas com fazendeiros que, coincidentemente, são partes frequentes em ações possessórias, conflitos agrários e disputas por direitos de grupos vulneráveis”.
Só faltou (e sempre falta) falar do que acontece em Santa Catarina. A situação de Santa Catarina mete medo em muito jornalista.