Após sair da Papuda, Nikolas chama Alcolumbre de “ignorante” que está “de quatro para o STF”

Atualizado em 21 de fevereiro de 2026 às 23:34
Nikolas Ferreira concede entrevista após sair da visita a Jair Bolsonaro. Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou neste sábado (21), após visitar Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), “está de quatro para o STF”. A declaração foi dada em entrevista na qual criticou a não instalação da CPMI do Banco Master e a ausência de abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

“Nós juntamos as assinaturas para poder instaurar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Qual foi a declaração do Alcolumbre? Que mesmo se tivesse as 81 assinaturas, ele é tão ignorante que isso inclui, inclusive, a dele. Ele fala: ‘Eu não vou instaurar a CPMI’. Ou seja, ele rebaixa até a própria representatividade dele em prol de se colocar ali de quatro pro STF.”

Segundo Nikolas, Alcolumbre “se ajoelha para o STF” e “rebaixa até a própria representatividade dele em prol de se colocar ali de quatro para o STF”. O parlamentar também questionou a projeção nacional do senador. “Qual a representatividade o Davi Alcolumbre tem no Brasil? Bota ele para andar ali no meio de Belo Horizonte. Ninguém sabe quem ele é”, afirmou.

O deputado disse ainda que o presidente do Senado “está travando o Brasil” ao não pautar o impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e ao não instalar a CPMI do Banco Master. A comissão teve o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento: 171 deputados e 27 senadores.

Apesar do apoio formal necessário, a abertura da CPMI depende de ato do presidente do Senado. Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) já afirmou que não pretende instalar a comissão. Pelo regimento, cabe aos presidentes das Casas decidir o que será ou não pautado, mesmo diante de maioria parlamentar.

Nikolas também declarou que pretende atuar para alterar essa dinâmica. “Eu vou trabalhar para, nos próximos anos, a gente reduzir o poder dos presidentes das Casas”, disse. A assessoria de Alcolumbre foi procurada e ainda não havia se manifestado até a última atualização.