Como funciona a fila para visitar Bolsonaro na Papudinha

Atualizado em 22 de fevereiro de 2026 às 11:54
O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: AFP

Visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, exige um procedimento que vai além de um simples agendamento. O acesso depende, primeiro, do aval do próprio Bolsonaro, que cumpre pena no complexo da Papuda, e depois de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com informações do PlatöBR.

O processo começa com a inclusão do interessado em uma lista administrada pelos advogados do ex-presidente. Não há prazo definido para resposta nem critério público de ordem de chegada. A triagem inicial é feita pelo próprio Bolsonaro, que decide quem deseja ou não receber.

Somente após essa anuência prévia é que o nome do visitante é submetido ao STF. A partir daí, cabe a Alexandre de Moraes analisar e autorizar formalmente a entrada no presídio. Sem essa etapa judicial, a visita não ocorre.

Na prática, a fila funciona como um filtro político e pessoal. Aliados relatam que a espera pode ser longa, e a autorização depende tanto da vontade do ex-presidente quanto da decisão do ministro relator.

Tarcísio de Freitas ao lado de Carlos Bolsonaro após visita a Jair na Papudinha. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

Recentemente, Moraes autorizou visitas de nomes como Anderson Luis de Moraes, Bia Kicis (PL-DF), José Vicente Santini, Marco Feliciano (PL-SP) e Rogério Marinho (PL-RN). Em liberações anteriores, também foram autorizados Bruno Bonetti, Carlos Portinho (PL-RJ) e Guilherme Derrite (PL-SP).

Outros aliados ainda aguardam resposta, entre eles Alberto Fraga (PL-DF) e Izalci Lucas (PL-DF). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também manifestou intenção de visitar Bolsonaro. O controle rigoroso das visitas mantém a lista sob acompanhamento constante e reforça o caráter seletivo do processo.