
É bom para todos nós, e em especial para o jornalismo, ver esse cara da foto comandando o Roda Viva.
E é bom também que a entrevistada de Ernesto Paglia na sua estreia tenha sido a cientista Tatiana Sampaio, pesquisadora da polilaminina, que oferece, com seu trabalho, esperança a pessoas com lesões na medula.
Viva Tatiana, professora da UFRJ, pela coragem de passar um contido otimismo em meio a tanta desconfiança.
Tatiana deu respostas assertivas aos vira-latas que, antes de dizerem que torcem por ela, andam contribuindo para pôr em dúvida suas pesquisas.
Viva Ernesto Paglia por sua trajetória e pelo que sua presença no Roda Viva representa para o jornalismo.
Os dois deram um show de informação e sobriedade. As explicações de Tatiana sobre o que é a polilaminina foram mágicas.
Aqui, na íntegra, a última intervenção da pesquisadora no programa, em tom de desabafo e de desafio aos que parecem torcer contra a polilaminina:
“Nunca ouvi falar de um medicamento que fizesse pessoas com lesão completa (da medula) voltarem a ter movimentos. E também nunca ouvi falar de uma professora doida que conseguiu fazer um estudo clínico sem dinheiro e demonstrar isso. Então, eu acho que a gente tem que fazer coisas novidadeiras. Eu não tenho nenhum problema com isso. Eu vou fazer aquilo que achar eticamente correto, em primeiro lugar”.