
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (24) que “não tem dúvidas” de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) apoiarão a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República. Segundo ele, essa união é essencial para garantir a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha após ser condenado pela trama golpista.
Valdemar explicou que, caso a eleição não seja vencida, Bolsonaro pode ser condenado a mais 8 anos de prisão. “Eles vão estar do lado dele (Flávio) no palco”, afirmou. O presidente do PL também minimizou os ataques a Michelle e disse que ela não tem tempo para se envolver em questões políticas por estar cuidando do ex-presidente.
“Nunca existiu um racha. Michelle não tem tempo de fazer nada. Ela faz a comida para o Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço”, prosseguiu. Segundo Valdemar, a dedicação de Michelle ao marido é o que mais importa neste momento.

Recentemente, Eduardo atacou publicamente Nikolas e Michelle por não estarem engajados na campanha de Flávio, acusando-os de terem “amnésia”. O parlamentar mineiro respondeu, afirmando que não possui amnésia e que não pretende se envolver em disputas internas. Ele também defendeu que Michelle deve viver seu “calvário” pessoal e afirmou que a prioridade deve ser salvar o Brasil.
O atrito também envolveu o presidente do PL, que teve uma disputa com Carlos Bolsonaro, outro filho de Jair Bolsonaro. O ex-vereador havia afirmado que seu pai estava elaborando uma lista de pré-candidatos ao Senado e Valdemar afirmou que a função do ex-presidente era indicar nomes para o Senado, mas que o partido se reservava a definir os arranjos para os governos estaduais, o que gerou um desentendimento entre os dois.
Carlos reagiu às declarações de Valdemar, reafirmando que seu pai tem o direito de elaborar a lista de candidatos que apoia, inclusive em relação aos governadores. Ele também apontou que o PL poderia apoiar Bolsonaro em suas decisões, sem que houvesse um rompimento na relação entre o ex-presidente e o partido.

A disputa sobre a liderança do grupo e as orientações da extrema-direita têm gerado um racha. Um dos pontos de conflito surgiu quando Nikolas convocou um ato para 1º de março com o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”, o que não foi bem recebido por alguns aliados de Eduardo, que preferiram priorizar a anistia aos golpistas do 8 de janeiro.
O deputado Mário Frias (PL-SP), aliado de Eduardo, reclamou da falta de menção à anistia no protesto. Eduardo disse que Nikolas e Michelle de estarem “jogando o mesmo jogo” e foi provocado pela ex-primeira-dama, que publicou um vídeo de banana frita nas redes.
Heloísa Bolsonaro, esposa de Eduardo, também entrou na briga e publicou uma resposta a Nikolas nas redes. Ela disse que o marido “não está bem” e cobrou apoio a Flávio. “O que se espera é sim, mais energia e mais garra, empenho. Fazer circular o nome de Flávio, você, todos nós. Vamos usar nosso alcance para torná-lo mais conhecido”, escreveu.