Dados bombásticos de celular de ex-presidente da ALERJ levam STF a ampliar apuração

Atualizado em 24 de fevereiro de 2026 às 22:26
Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, sério, sem olhar para a câmera, sentado
Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – Reprodução

O conteúdo extraído do celular de Rodrigo Bacellar, apreendido após sua prisão em dezembro na operação da Polícia Federal, deu origem a um relatório já encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O documento foi entregue ao relator do caso, Alexandre de Moraes, responsável pela condução das investigações na Corte. Com informações da coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo.

Segundo informações ligadas ao inquérito, os dados localizados no aparelho incluem registros bombásticos, que ampliam o escopo da apuração sobre o suposto vazamento de informações sigilosas. A investigação examina a hipótese de repasse de conteúdos sensíveis ao Comando Vermelho, organização criminosa com atuação no Rio de Janeiro.

Além de subsidiar o processo já em andamento, o material analisado pelos investigadores pode embasar a abertura de novos inquéritos. A avaliação técnica envolve cruzamento de mensagens, arquivos e metadados, procedimento padrão em perícias digitais realizadas em casos de crimes envolvendo obstrução de Justiça e acesso indevido a informações protegidas.

Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – Reprodução

Rodrigo Bacellar, que ocupava a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi afastado do cargo após a operação. A defesa do político tem contestado as acusações e questionado aspectos das medidas adotadas durante a investigação, enquanto o caso segue sob análise judicial.

Nos bastidores políticos, o avanço das apurações é acompanhado por parlamentares e lideranças partidárias. O desdobramento dos relatórios periciais e eventuais decisões do STF devem definir os próximos passos do processo, incluindo possíveis denúncias, diligências complementares ou arquivamentos parciais, conforme a evolução do inquérito.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.