
O desembargador Magid Nauéf Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, é investigado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça após denúncias de abuso. Nesta terça-feira (24), duas pessoas prestaram depoimento ao órgão. Entre elas, o servidor público Saulo Láuar, de 42 anos, primo em segundo grau do magistrado.
Saulo afirma que sofreu tentativa de abuso sexual na adolescência, quando tinha 14 anos e trabalhava com o parente. Segundo o relato, o episódio não se consumou porque ele conseguiu fugir. “Estava levando a minha vida com esse trauma da maneira que dava. Mas me vi na obrigação de não deixar isso passar e resolvi denunciar”, disse Saulo em entrevista ao Globo.
O servidor também descreveu o impacto do episódio e o longo período de silêncio: “Nunca tinha falado sobre o que passei. Minha mãe só soube depois de anos, e mais ninguém. Era um segredo meu.” A decisão de se manifestar ocorreu após a repercussão de julgamento relatado por Magid Láuar.
“Estava levando a minha vida com esse trauma da maneira que dava. Mas me vi na obrigação de não deixar isso passar”, afirmou. Ele ainda publicou o relato nas redes sociais, que teve ampla circulação e motivou novas manifestações.
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Uma mulher comentou a postagem afirmando ter sido “vítima dessa mesma pessoa”. Ela também foi ouvida pela Corregedoria do CNJ. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que recebeu representação sobre os fatos e instaurou procedimento administrativo para apuração.

Procurado por meio do TJMG, o desembargador não havia se manifestado até a última atualização. O tribunal informou que aguarda retorno do magistrado sobre eventual posicionamento.