
A mãe da ex-vereadora Marielle Franco, Marinete da Silva, passou mal na manhã desta quarta (25) durante o segundo dia de julgamento dos acusados de mandar matar a filha. Ela acompanhava a sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, quando apresentou um pico de pressão alta.
Segundo a coluna de Manoela Alcântara no Metrópoles, a pressão arterial chegou a 17/12. Marinete foi atendida por cerca de 40 minutos por brigadistas do STF, do lado de fora do plenário.
Durante o atendimento, esteve acompanhada pela filha, a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, pela neta Luyara Franco e por assessores do Instituto Marielle. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, também prestou apoio.
O mal-estar ocorreu quando Marinete chegava ao plenário, enquanto o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, ainda proferia seu voto. Após o atendimento, ela retornou para acompanhar o restante da sessão.

A Primeira Turma do STF retomou o julgamento às 9h05 desta quarta-feira. Os ministros analisam a responsabilidade de cinco acusados apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
No primeiro dia de julgamento, o relator leu o relatório do caso e o subprocurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, defendeu a condenação dos réus. Também se manifestaram assistentes de acusação, como o advogado de Fernanda Chaves, sobrevivente do atentado, e a Defensoria Pública do Rio, que representa Marinete.
As defesas dos acusados pediram absolvição e questionaram pontos da delação premiada de Ronnie Lessa, autor dos disparos. Após o voto de Moraes, ainda votarão os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Turma.
O julgamento definirá a situação de Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ; de Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; de Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio; além de Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da PM, e Robson Calixto Fonseca, ex-assessor. O caso está no STF devido ao foro de Chiquinho Brazão à época da prisão, em 2024.