
O ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Larry Summers, anunciou nesta quarta-feira (25) que deixará seu cargo de professor na Universidade de Harvard ao fim do ano letivo, em meio às repercussões de sua ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
A decisão ocorre após a divulgação de documentos com correspondências pessoais entre Summers e Epstein por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos.
“Tomei a difícil decisão de me aposentar da minha cátedra em Harvard no final deste ano letivo”, disse Summers em comunicado.
O economista, que também foi presidente da universidade, já estava afastado das atividades acadêmicas desde novembro, quando Harvard anunciou uma revisão interna sobre pessoas citadas nos arquivos relacionados a Epstein. Apesar das críticas, nenhuma evidência de irregularidade por parte de Summers foi apresentada.

A universidade informou que o reitor da Harvard Kennedy School aceitou a renúncia de Summers a um cargo de liderança em um centro acadêmico ligado a negócios e governo. Segundo o porta-voz Jason Newton, o professor permanecerá em licença até a aposentadoria definitiva de suas funções.
Outras renúncias e impacto
Além do afastamento em Harvard, Summers também deixou o conselho da OpenAI após o início da investigação. Na ocasião, afirmou estar “profundamente envergonhado” e disse que se afastaria de compromissos públicos para “reparar o relacionamento com as pessoas mais próximas a mim”.
O caso segue gerando repercussões nos Estados Unidos devido às conexões de figuras públicas com Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.