
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu participar do ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) para o próximo domingo (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação, intitulada “Acorda, Brasil”, será a primeira aparição pública do parlamentar em um evento de rua desde o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República.
O tom do discurso ainda está em definição, segundo Lauro Jardim, do Globo, mas a presença é vista dentro do partido como um passo importante para consolidar seu nome junto à base bolsonarista.
O protesto terá como pautas principais a defesa da prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pedidos de investigação sobre a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso Banco Master, com menções a Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
A mobilização conta também com apoio do pastor Silas Malafaia e ocorre em meio à reorganização política do campo conservador para as eleições de 2026.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou que não participará da manifestação por estar na Alemanha, onde comparecerá ao evento Intercontinental Dialogues ao lado de autoridades brasileiras, entre elas o ministro do STF André Mendonça.

Antes da viagem, Tarcísio terá encontros com Flávio para discutir estratégias eleitorais e ambos participarão de uma homenagem ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na Assembleia Legislativa paulista.
Nos bastidores, Flávio intensificou a articulação política em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. O senador convocou Nikolas para uma reunião reservada em Brasília com o objetivo de alinhar o palanque regional e reduzir atritos internos após críticas públicas do deputado Eduardo Bolsonaro.
O encontro ocorre enquanto a direção do PL ainda não definiu os nomes que apoiará nas disputas estaduais e ao Senado no estado, considerado estratégico para a candidatura presidencial.
Em declaração, Flávio afirmou que busca unidade entre aliados. “Vou conversar, vou procurar todo mundo, como sempre disse, porque a gente tem um objetivo maior e todos estão na mesma página. Está todo mundo na mesma página porque sabe que o Brasil corre sério risco de virar de vez um narcoestado com mais 4 anos do PT”, disse.
Ele acrescentou que pretende atuar pessoalmente para reduzir tensões internas: “Vou procurar todo mundo, um por um, para reparar qualquer tipo de aresta que porventura possa existir”.