
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS aprovou nesta quinta (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Lula. A decisão causou uma briga generalizada entre parlamentares.
Lulinha virou alvo de políticos da oposição, que alegam seu envolvimento com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, empresário investigado pelo esquema que apura descontos indevidos em benefícios previdenciários. O filho de Lula teve o nome citado como um dos possíveis beneficiários do esquema de desvios em uma das fases da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, mas ainda não foi alvo de nenhuma ação relacionada ao caso.
O requerimento 2939/2026, apresentado pelo relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), embasou a decisão. Após a aprovação, o clima esquentou no colegiado, e a transmissão da TV Senado foi interrompida durante o tumulto.
Houve empurra-empurra no plenário da comissão. Parlamentares governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar contra a medida, o que deu início ao tumulto. Alguns congressistas chegaram a ameaçar briga e precisaram ser contidos.
Sessão da CPMI do INSS é interrompida com confusão após a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha. Acompanhe os detalhes em https://t.co/E7BkxmHjXJ pic.twitter.com/ij468GnKzB
— O Antagonista (@o_antagonista) February 26, 2026
Alfredo Gaspar afirmou que a quebra de sigilo é necessária diante de suspeitas de que o filho do presidente teria atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo. Segundo ele, há indícios a serem analisados pela CPI.
“A necessidade de investigar Fabio Luis decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz’”, disse o relator da comissão.
Em depoimento à Polícia Federal, Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS, declarou que Lulinha recebia dele uma mesada de R$ 300 mil. O mesmo montante aparece em uma troca de mensagens entre Antunes e a empresária Roberta Luchsinger. Na conversa, ele afirma que precisava repassar R$ 300 mil ao “filho do rapaz”.
Além da quebra de sigilo do filho do presidente, a CPMI aprovou requerimentos direcionados ao Banco Master, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal da instituição. Também foi aprovada a convocação do ex-CEO do banco, Augusto Ferreira Lima.
Veja mais vídeos da confusão:
🇧🇷 AGORA: Confusão generalizada interrompe CPMI do INSS após quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula, ser aprovada. https://t.co/3JQ9G5GjDG pic.twitter.com/evPog1mjBL
— Eixo Político (@eixopolitico) February 26, 2026