PF apreende R$ 1,2 milhão em mala e cooler de sobrinho de ex-senador

Atualizado em 26 de fevereiro de 2026 às 20:14
Dinheiro e objetos apreendidos em operação da PF contra deputado e ex-senador. Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) encontrou cerca de R$ 1,2 milhão em espécie em um endereço de Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, sobrinho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, durante a operação Vassalos, deflagrada na quarta-feira (25), conforme informações do colunista Fabio Serapião, do UOL.

O dinheiro estava escondido em um cooler e em uma mala dentro de um veículo blindado, em um dos dois endereços do investigado vasculhados pelos agentes. Também foram apreendidos três celulares, joias e relógios.

Carlos Alberto é primo de Miguel Coelho e de Fernando Bezerra Coelho Filho e também parente de um dos sócios da Liga Engenharia, empresa apontada como principal investigada na operação.

Ao citar as relações do investigado com a família, a PF afirmou ter identificado “volumosas transações em espécie e com indícios de fracionamento”, levantando a suspeita de que ele atuaria como “laranja dos parlamentares”.

A operação Vassalos apura desvios em contratos da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) custeados por emendas parlamentares, incluindo suspeitas de direcionamento de licitações e pagamento de vantagens indevidas.

Alvos e investigações

Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Distrito Federal, São Paulo, Goiás e Bahia. Além de Carlos Alberto, também foram alvos o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, que foi líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-prefeito Miguel Coelho. A ação foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino.

Ex-senador e filho deputado são alvos de operação da PF contra desvio de emendas parlamentares - SBT News
O ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE). Foto: Reprodução

“A investigação aponta para a existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio”, informou a PF.

Em nota, a defesa de Fernando Bezerra Coelho, Fernando Bezerra Coelho Filho e Miguel Coelho afirmou que “todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento.”

O advogado André Callegari acrescentou que confia que os órgãos beneficiados observaram as melhores práticas na execução dos recursos.

Jair Bolsonaro e Fernando Bezerra Coelho. Foto: reprodução