Estadão faz chamada de capa machista para tentar apresentar o Flávio ‘feminino’. Por Moisés Mendes

Atualizado em 27 de fevereiro de 2026 às 11:17
Daniella Marques entre Flávio Bolsonaro e sua esposa, Fernanda. Foto: Reprodução

O Estadão se joga inteiro na campanha do filho ungido e faz uma sugestão em chamada de capa para artigo de Raquel Landim:

“E se Flávio Bolsonaro tivesse um Paulo Guedes de saias?”

Tentam tirar do bolsonarismo a imagem ligada a machismo e homofobia. Começaram tentando apresentá-lo como moderado e agora preparam um líder de extrema direita ‘feminino’.

A colunista dá até sugestões de economistas de saia, num jeito bem antigo e direitista de tratar as mulheres: pessoas que usam saias. E que, para que sejam compreendidas como relevantes, são comparadas a Paulo Guedes. Logo a Paulo Guedes.

Raquel escreve que “Daniella Marques é muito bem-vista no mercado”. Uma mulher se habilita se for bem vista pelo mercado, e não por quem produz alguma coisa. Daniella foi presidente da Caixa Federal no governo Bolsonaro.

Colunista do Estadão, Raquel Landim sugere Daniella Marques como “Paulo Guedes de saias”. Foto: Reprodução

E na manchete de alto de página, o Estadão quase faz um apelo para que o agro pop apoie o nome indicado pelo pai e que já foi absorvido pelos jornalões.

Para o Estadão, o agro está sendo esnobe ao esperar uma terceira via, o que é falso. O agro já enfiou as botas na campanha do ungido.

Essa é a manchete: “Agronegócio resiste a aderir a Flávio Bolsonaro e espera terceira via”.

Na semana passada, o Estadão estampou na capa a manchete abaixo durante sete horas: “Flávio Bolsonaro ajusta tom e faz acenos a LGBTs, negros e carnaval mirando o centro”.

O banho de loja no nome já consagrado pela direita continua. Mais um pouco e Flávio será apresentado como o candidato dos monges do Tibete.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/