Alcolumbre deve suspender quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPI do INSS

Atualizado em 27 de fevereiro de 2026 às 13:57
O presidente do Senado Federal Davi Alcolumbre (União-AP). Foto Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve suspender a execução das quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS até que a Advocacia-Geral da União (AGU) emita parecer formal sobre o tema.

Entre os alvos das medidas está Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT), além de outros nomes incluídos nos requerimentos aprovados pela comissão. A análise ficará a cargo do ministro da AGU, Jorge Messias, indicado por Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina do indicado está prevista para março no Senado.

Na sessão desta quinta-feira (26), a CPMI aprovou, entre outros requerimentos, a quebra dos sigilos de Lulinha. A deliberação provocou tumulto e troca de acusações entre parlamentares da base governista e da oposição.

Ao proclamar o resultado, o presidente da comissão, Carlos Viana, registrou sete votos da base do governo. Parlamentares governistas contestaram o número e afirmaram que imagens exibidas ao vivo pela TV indicariam ao menos 14 votos contrários à quebra, o que representaria maioria entre os 21 congressistas presentes no momento da votação.

Votaram contra a medida os senadores Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner e Tereza Leitão; e os deputados Damião Feliciano, Átila Lira, Cléber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carletto e Rogério Correia.

Viana sustentou que, ainda que fossem considerados 14 votos, o governo teria sido derrotado, pois o painel da sessão registrava quórum de 31 parlamentares presentes. A base rebateu, afirmando que o sistema contabilizava titulares e suplentes simultaneamente, o que explicaria o número exibido.

Com o impasse, a tendência é que Alcolumbre aguarde manifestação jurídica da AGU antes de permitir o cumprimento das quebras de sigilo aprovadas pela comissão.