
Uma anotação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado do nome do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), enfraqueceu aliados do pré-candidato e abriu espaço para uma ofensiva política do presidente Lula (PT) no estado, conforme informações da colunista Letícia Casado, do UOL.
No documento revelado pela Folha de S.Paulo, Flávio escreveu “me puxa para baixo”, o que gerou dúvidas entre lideranças mineiras sobre a capacidade de Simões de unificar a direita antes mesmo do início da campanha.
Embora o senador tenha minimizado o peso das anotações, políticos locais avaliam que o impacto já atingiu a pré-candidatura. Simões é vice do governador Romeu Zema (Novo), cuja gestão passou a ser pressionada também pelas consequências das fortes chuvas que atingiram Minas, tema que deve influenciar o debate eleitoral.
As anotações ainda projetaram o empresário Flávio Roscoe como possível alternativa ao governo estadual, ampliando a divisão no campo conservador.

Lula articula palanque em Minas
Enquanto a direita enfrenta turbulências, Lula prepara uma ofensiva para consolidar seu palanque mineiro e defende o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como candidato ao governo.
Pacheco ainda não oficializou a decisão e pode precisar trocar de partido, já que o PSD apoia Simões. Ele negocia com União Brasil e MDB, com a condição de que a legenda não apoie formalmente Flávio Bolsonaro.
Estado-chave nas eleições presidenciais
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, com cerca de 10% dos eleitores, e é considerado decisivo para a disputa presidencial. A equipe de Lula vê desafios especialmente no sul do estado e no Triângulo Mineiro, regiões onde Pacheco poderia ampliar apoio.
Levantamentos históricos indicam que vencer em Minas costuma ser determinante: a última eleição presidencial vencida sem vitória no estado ocorreu em 1950, com Getúlio Vargas.