No sábado (28), um ataque aéreo coordenado entre os Estados Unidos e Israel atingiu uma escola primária feminina em Minab, no sul do Irã, resultando em pelo menos 85 mortes, incluindo muitas estudantes, entre as 170 pessoas que estavam no local.
Hoje é o primeiro dia da semana letiva no país.
A operação, que faz parte de uma ofensiva militar ampla contra o Irã, também afetou outras áreas, com bombardeios em escolas e áreas residenciais, resultando em mais mortes e feridos.
Inicialmente, a agência iraniana IRNA havia informado que o número de vítimas fatais era 24, mas o número foi atualizado para 85. Além do ataque em Minab, outros incidentes ocorreram, incluindo um bombardeio a uma escola a leste de Teerã, que deixou pelo menos dois mortos, e um ataque em Abyek, que matou um estudante e feriu outros.
Em resposta a esses ataques, o governo iraniano solicitou a convocação imediata de uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, denunciando as ações dos Estados Unidos e Israel como uma violação grave da soberania do Irã. Esmail Baqai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, expressou a indignação do Irã e pediu que a comunidade internacional condenasse as ações e tomasse medidas contra o que foi classificado como um crime de guerra.
A presidenta do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, também condenou os ataques, enfatizando que infraestruturas civis, como hospitais, escolas e casas, devem ser protegidas durante os conflitos. Ela alertou que a escalada no Oriente Médio poderia ter consequências devastadoras para a população civil e exigiu que os princípios humanitários fossem respeitados.
Além disso, a ofensiva ocorre em um momento em que negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano estavam sendo mediadas por Omã, com a última rodada realizada em Genebra, na quinta-feira, aumentando a tensão na região. A escalada militar também gerou preocupações sobre a segurança e o fluxo de refugiados, com potenciais consequências para a Europa e os Estados Unidos.