Autoridades israelenses dizem ter encontrado o corpo de Ali Khamenei após ataque conjunto de EUA e Israel ao Irã

Atualizado em 28 de fevereiro de 2026 às 17:51
O líder da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Seyed Ali Khamenei.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi encontrado morto após os ataques militares coordenados de Israel e dos Estados Unidos contra o país no início deste sábado (28/02). A informação foi divulgada por duas emissoras de televisão israelenses, que alegaram ter visto imagens do corpo de Khamenei, apresentadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Esse ataque faz parte da crescente escalada de violência contra o Irã organizada por Israel e EUA.

O fechamento do Estreito de Ormuz e o aumento das hostilidades refletem o impacto global das ações militares na região. O Irã, em resposta ao ataque, já iniciou sua retaliação, com lançamentos de mísseis contra Israel e ataques a bases militares americanas no Oriente Médio. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país agiu em legítima defesa e que os ataques violaram a soberania iraniana. Ele pediu que a comunidade internacional condenasse os ataques e responsabilizasse os EUA e Israel por suas ações ilegais. O governo iraniano afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz é insegura devido às condições criadas pela agressão militar.

Além de bloquear a passagem pelo estreito, a Administração Marítima dos Estados Unidos emitiu um alerta orientando embarcações comerciais a evitar a região do Golfo Pérsico, enquanto a agência britânica UK Maritime Trade Operations também confirmou o fechamento do estreito após múltiplos relatos de embarcações que operam na área. O impacto imediato foi sentido no mercado de petróleo, com os preços do barril subindo devido ao risco de interrupção do fornecimento de petróleo e gás. Esse fechamento também pode afetar a inflação global, já que o aumento do preço do petróleo geralmente resulta em elevações nos custos de energia, transporte e alimentos.

A escalada de tensões no Oriente Médio tem gerado um grande impacto geopolítico e econômico, especialmente no mercado de energia. O fechamento do Estreito de Ormuz ocorre em um contexto já tenso, com diversas potências internacionais condenando os ataques. Países como França, Rússia, China e Brasil expressaram sua grave preocupação com a violência na região, destacando os riscos de uma guerra prolongada. A situação está longe de ser resolvida, e o Conselho de Segurança da ONU ainda será crucial para mediar as tensões entre as potências globais.

Pessoas observam enquanto a fumaça sobe no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, no sábado, 28 de fevereiro de 2026. (Foto AP)

Este não é o primeiro incidente envolvendo o Estreito de Ormuz, mas a atual crise, marcada pela resposta iraniana e pelos ataques de Israel e EUA, tem gerado um risco muito maior para o comércio internacional. A comunidade internacional está observando atentamente os próximos passos do Irã e da coalizão liderada pelos EUA, temendo que a situação se intensifique e leve a um conflito de maiores proporções. A segurança no Golfo Pérsico será um tema central nas discussões diplomáticas nos próximos dias, com a possibilidade de novos ataques e confrontos militares na região.

O Irã, por sua vez, está claro em sua postura de defender sua soberania a qualquer custo. A reação à agressão dos EUA e Israel reflete o complexo cenário político e militar do Oriente Médio, onde os interesses econômicos e de segurança nacional se entrelaçam com questões ideológicas e de poder. A busca por um acordo de paz ou uma solução diplomática parece cada vez mais difícil diante das ações militares intensificadas.

A situação também destaca o papel de potências internacionais, como os EUA e o Reino Unido, que continuam a pressionar o Irã em relação ao seu programa nuclear. As tensões entre os países, combinadas com as ameaças militares, criam um ambiente extremamente volátil. O Conselho de Segurança da ONU, diante dessa crise, se vê diante de um desafio complexo para garantir a estabilidade global e evitar uma escalada de violência no Oriente Médio.