VÍDEO: Netanyahu afirma que ataques continuarão e pede que iranianos traiam seu próprio país

Atualizado em 28 de fevereiro de 2026 às 18:14
Benjamin Netanyahu durante pronunciamento

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou em um discurso neste sábado (28/02) o início de uma operação militar conjunta com os Estados Unidos contra o regime do Irã. Em sua declaração, Netanyahu afirmou que o objetivo principal da operação é neutralizar o que ele descreve como uma “ameaça existencial” do Irã para Israel. O premier também agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, pelo apoio à ação militar, que resultou na morte de mais de 200 pessoas. Segundo Netanyahu, a operação continuará.

Netanyahu adotou um tom agressivo ao afirmar que a operação visa atingir “múltiplas instalações terroristas” no Irã. Além disso, fez um apelo ao povo iraniano para se unir em busca de um futuro mais livre e melhor, sugerindo que a população se volte contra seu próprio governo. Ao final de sua mensagem, Netanyahu reafirmou a determinação do governo israelense em continuar o combate ao regime iraniano.

A operação foi cuidadosamente planejada e anunciada após uma série de tensões crescentes no Oriente Médio, com os Estados Unidos e Israel pressionando o Irã a abandonar seu programa nuclear. O lançamento de mísseis contra Israel e ataques a bases americanas pelo Irã aumentaram a instabilidade regional, e os líderes de ambos os países alegaram que a resposta militar era necessária para garantir a segurança de Israel e da comunidade internacional. A postura de Netanyahu reflete a política de “pressão máxima” adotada pelos EUA sob a administração Trump.

O líder israelense também utilizou a oportunidade para fazer uma convocação ao povo iraniano, afirmando que a chance de mudança está ao alcance de todos. Essa retórica reflete a constante tentativa do governo israelense de desestabilizar o regime dos aiatolás, buscando apoio interno dentro do Irã. Netanyahu apelou à população iraniana para que se unisse pela liberdade e pela derrubada do regime, uma mensagem que visa não apenas à repressão externa, mas também à internalização da resistência contra o governo iraniano.

Pessoas observam enquanto a fumaça sobe no horizonte após uma explosão em Teerã, Irã, no sábado, 28 de fevereiro de 2026. (Foto AP)

Com o envolvimento direto dos EUA em apoio a Israel, as ações militares têm o potencial de gerar reações internacionais significativas. Enquanto a operação é apoiada por alguns países ocidentais, ela também tem gerado condenações de aliados do Irã, como a Rússia e a China, que podem se opor a uma maior escalada de hostilidade na região. O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir para avaliar os impactos globais dessas ações militares, especialmente com relação ao aumento da violência no Oriente Médio.

Em termos econômicos, a escalada no conflito pode afetar gravemente o mercado global de petróleo, uma vez que o Estreito de Ormuz, por onde transita uma grande parte do petróleo mundial, é crucial para o comércio de energia. O fechamento da rota por parte do Irã ou ataques direcionados à infraestrutura de petróleo podem disparar o preço do barril e afetar a economia global. Além disso, a região do Golfo Pérsico continua sendo um ponto crítico para a estabilidade geopolítica global.

O contexto político dentro do Irã também está sendo profundamente afetado. A resistência interna ao regime dos aiatolás tem sido crescente, especialmente entre a juventude iraniana, que busca mais liberdade e direitos civis. A repressão brutal de protestos anteriores, junto com uma crise econômica agravada pelas sanções, tem gerado um crescente mal-estar entre a população, que pode ver na atual situação um possível ponto de virada para mudanças internas.

Com o desenrolar desses eventos, a comunidade internacional continuará observando com atenção as reações tanto de Israel quanto do Irã. O impacto imediato dessas ações será sentido não apenas na segurança regional, mas também nas dinâmicas globais de poder, comércio e diplomacia, o que deixa o futuro do Oriente Médio mais imprevisível do que nunca. Veja o vídeo: