
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à ABC News, neste sábado (28), que já possui um nome em mente para suceder o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, após o bombardeio coordenado por Israel e EUA que, segundo Trump, resultou na morte de Khamenei. O presidente americano, que acompanhava os ataques de sua residência em Mar-A-Lago, na Flórida, garantiu que a operação causou grandes danos à liderança iraniana.
Trump não revelou o nome do possível sucessor, mas enfatizou que a morte de Khamenei e de outros membros do regime iraniano é um marco para a justiça internacional, citando as vítimas de Khamenei em vários países ao redor do mundo. “Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo”, escreveu o presidente americano em sua rede social, a Truth Social.
Segundo fontes da agência ouvidas pela agência de notícias Reuters, Khamenei, de 86 anos, provavelmente seria substituído por figuras linha-dura da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), força militar de elite cujo objetivo é proteger o regime clerical.
Além disso, Trump fez uma declaração polêmica ao afirmar que os EUA poderiam continuar os ataques “pelo tempo que quiséssemos” e que o regime iraniano estaria “incapacitado”. Segundo o republicano, a operação atingiu duramente as bases do regime iraniano, e ele sugeriu que a Guarda Revolucionária se rendesse, oferecendo imunidade em troca da rendição. Caso contrário, alertou que enfrentariam “certas mortes”.

Trump também reiterou sua política de impedir o Irã de desenvolver armas nucleares. Ele afirmou que a estratégia dos EUA sempre foi garantir que o regime iraniano nunca tivesse acesso a um programa nuclear. No contexto, ele criticou o regime iraniano por “gritar morte à América” durante 47 anos, e destacou a contínua ameaça que o país representa para os EUA, suas tropas e aliados internacionais.
O presidente dos EUA manteve contatos com várias lideranças mundiais, incluindo o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, e representantes de países árabes. Netanyahu, por sua vez, comemorou a operação conjunta entre EUA e Israel, afirmando que ela criaria as condições para que o povo iraniano “tomasse seu destino”, sugerindo que seria o momento de uma revolução interna no Irã.
Enquanto isso, as negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano continuavam. No entanto, o governo israelense afirmou que qualquer acordo deveria envolver o desmantelamento total da infraestrutura nuclear do Irã, algo que Teerã rejeita, alegando que não há motivo para vincular seu programa nuclear aos seus mísseis balísticos.