
Após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel, o presidente Masoud Pezeshkian, o Chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e um jurista do Conselho dos Guardiões assumiram temporariamente a liderança do país. O anúncio foi feito pela mídia estatal iraniana no dia 1º de março de 2026. O trio exercerá funções de liderança interina até que o sucessor de Khamenei seja escolhido, o que deverá ocorrer através da Assembleia de Especialistas, conforme prevê a Constituição do Irã.
Khamenei, que governava o país desde 1989, ocupava o cargo de Líder Supremo, o mais alto do regime teocrático iraniano. Sua morte gera uma transição delicada de poder, uma vez que o Líder Supremo concentra as funções políticas e religiosas. O Irã foi governado por aiatolás desde a Revolução Islâmica de 1979, quando o regime monárquico do Xá Reza Palávi foi derrubado, e a liderança do país passou a ser exercida por clérigos islâmicos.
Embora o presidente do Irã, como Masoud Pezeshkian, tenha autoridade sobre políticas internas e econômicas, o cargo de Líder Supremo tem mais poder, principalmente sobre questões políticas, externas e religiosas. O Líder Supremo também nomeia o comandante da Guarda Revolucionária e os principais representantes do Judiciário. As escolhas são determinadas por um corpo de clérigos que supervisionam e podem até derrubar o líder, como visto na escolha de Khamenei.

Com a morte de Khamenei, o Irã enfrenta um período de incertezas políticas, uma vez que a transição para um novo Líder Supremo é uma questão que envolve a aprovação de clérigos da Assembleia de Especialistas. Enquanto isso, o presidente Pezeshkian, o Chefe do Judiciário e o jurista interino tentarão manter a estabilidade política e a ordem dentro do país. A situação é ainda mais complexa devido à recente escalada de tensão com os Estados Unidos e Israel, e o impacto disso nas políticas internas do Irã.
Em meio à transição, o futuro do Irã e seu regime teocrático permanecem em aberto. A escolha do sucessor de Khamenei será um marco crucial para a continuidade do regime, que poderá ser influenciado pelos desdobramentos do cenário político interno e as pressões externas.