
O número de mortos após um ataque com míssil contra uma escola primária feminina no sul do Irã subiu para quase 150, segundo veículos estatais iranianos. De acordo com a Mizan News Agency, 148 pessoas morreram e outras 95 ficaram feridas no bombardeio ocorrido na manhã de sábado na cidade de Minab.
A agência citou Ebrahim Taheri, promotor local, como fonte dos dados. O ataque é descrito como o episódio com maior número de vítimas desde o início da ofensiva liderada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Imagens e vídeos verificados e geolocalizados mostram centenas de pessoas reunidas em torno do prédio parcialmente destruído e ainda com fumaça. Há escombros espalhados pela rua, enquanto homens procuram sobreviventes sob os destroços. Gritos podem ser ouvidos ao fundo. Mochilas escolares e livros aparecem entre os materiais retirados do local.
O mundo assiste, mais uma vez, ao horror atravessar os limites da humanidade. Ataques promovidos por EUA e Israel que atingem uma escola e matam crianças no Irã jamais podem ser tratados como “efeitos colaterais”. O mundo não pode normalizar o bombardeio de civis. pic.twitter.com/ne1hB6g1Jp
— Pastor Henrique Vieira (@pastorhenriquev) February 28, 2026
O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Exército americano, afirmou que os Estados Unidos estão cientes dos relatos de danos a civis decorrentes das operações militares em curso. “Levamos essas informações a sério e estamos apurando”, declarou.
O prédio da escola fica ao lado de um quartel da Guarda Revolucionária iraniana.
Hossein Kermanpour, porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, escreveu na rede X que o bombardeio da escola foi “a notícia mais amarga” do conflito até o momento. “Só Deus sabe quantos corpos de crianças ainda serão retirados dos escombros”, afirmou.
O jornal britânico The Guardian e outros veículos informaram que não puderam confirmar de forma autônoma o número de vítimas.
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz e defensora da educação feminina Malala Yousafzai declarou que as vítimas eram meninas que foram à escola para aprender e alimentar sonhos para o futuro. Ela pediu justiça, responsabilização e o cumprimento das obrigações previstas no direito internacional para a proteção de civis e de instituições de ensino.