EUA confirmam morte de três militares em ação militar contra o Irã; democratas reagem a Trump

Atualizado em 1 de março de 2026 às 15:58
Fumaça surge após explosão provocada por ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Foto: Divulgação

A operação militar coordenada entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã resultou na morte de três soldados americanos e no ferimento grave de outros cinco, conforme anunciado pelo Pentágono neste domingo (1).

O Comando Central dos EUA informou que, além das vítimas fatais, vários outros soldados sofreram ferimentos leves, como estilhaços e concussões, e estão em processo de recuperação para retomar suas atividades.

A operação, que o Pentágono chamou de “Fúria Épica”, teve como foco a destruição de infraestruturas militares iranianas. O contra-ataque, segundo os relatos, envolveu mísseis que atingiram bases militares dos EUA no Bahrein, Iraque e Kuwait.

O governo iraniano e a sua mídia estatal confirmaram a morte de Khamenei no sábado (28), após o bombardeio liderado pelos EUA e Israel. Em resposta a essas perdas, o Irã lançou “centenas” de mísseis balísticos e drones contra as forças dos EUA na região.

O líder supremo do Irã Ali Khamenei. Foto: Divulgação

A maioria dos ataques foi interceptada pelas defesas aéreas dos EUA, mas o impacto imediato dos bombardeios provocou uma nova onda de violência na região. O Irã também retaliou com ataques direcionados a várias bases militares dos EUA no Oriente Médio, incluindo a Base Aérea de Al Udeid no Catar, a Base Aérea de Ali Al Salem no Kuwait, e a base naval dos EUA no Bahrein.

Internamente, o assunto vem ganhando destaque na política americana, com os democratas atribuindo a responsabilidade diretamente a Trump. O senador Andy Kim, do estado de New Jersey, criticou o mandatário: “Ele tenta passar a ideia de que ‘estamos em guerra, e é terrível que membros das forças armadas possam ser mortos’”, afirmou o senador, acusando Trump de ser o responsável pelo conflito. “Ele colocou os soldados em risco. Eles não precisavam morrer.”

A morte de Khamenei foi classificada pela mídia estatal iraniana como “martírio”. A nota emitida pelo governo do Irã afirmou que, após o “ataque brutal” dos EUA, o líder supremo do país alcançou “a grande graça do martírio”, um momento significativo para a história do mundo islâmico e do xiismo.

O governo iraniano ainda anunciou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado em homenagem ao líder falecido. Em um pronunciamento, o presidente Donald Trump declarou que a morte de Khamenei representava “justiça para o povo do Irã”, e para todos aqueles que sofreram devido à liderança de Khamenei.

Trump também afirmou que os bombardeios contra o Irã continuariam, com o objetivo de alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”, destacando a possibilidade de uma mudança no regime iraniano com o apoio da população e das forças de segurança iranianas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou sobre a situação, afirmando que havia indícios de que Khamenei estava morto, e destacando a destruição de um complexo usado pelo líder supremo.

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Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.