
Até o colapso do Banco Master, Daniel Vorcaro era conhecido por seu estilo de vida generoso e extravagante, que lhe garantiu simpatias entre amigos e aliados. Frequentemente, ele organizava festas luxuosas no coração de São Paulo, onde se destacava pelo generoso patrocínio de noites em um bar na Alameda Lorena, nos Jardins.
Segundo informações do Globo, a cada noite de terça-feira, ele bancava uma média de R$ 400 mil, oferecendo bebidas, comidas e entretenimento a cerca de 40 pessoas, com destaque para uma seleção de moças contratadas especialmente para animar o evento.
Porém, de acordo com relatos de frequentadores, Vorcaro raramente comparecia às festas, preferindo, em muitos casos, apenas convidar seus amigos para o evento.
Esse tipo de comportamento, embora parecesse uma demonstração de generosidade, acabou por ser custeado, de maneira indireta, pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), conforme o desfecho da instituição financeira que ele comandava.

No entanto, a vida de Vorcaro tomou um rumo diferente após o colapso do Banco Master. Na última semana, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o banqueiro fosse transportado para Brasília, onde prestará depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal.
A audiência está marcada para o dia 10 de março. A decisão do STF veio após um pedido formal do presidente da comissão, o senador Renan Calheiros, e a Polícia Federal será responsável pelo deslocamento de Vorcaro.
A medida também inclui uma série de restrições.
Mendonça determinou que a Polícia Federal escolhesse entre o uso de um avião da corporação ou um voo comercial para o deslocamento entre Belo Horizonte e Brasília. No entanto, o magistrado proibiu o uso de um jatinho particular para a viagem, uma medida que foi recebida com atenção pela imprensa e pelos envolvidos nas investigações.