
Neste domingo (1), o Irã atacou o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que opera no mar Arábico, próximo a Omã. A Guarda Revolucionária do Irã informou que quatro mísseis foram lançados contra o navio, um dos 11 porta-aviões da frota americana. As forças dos EUA negaram que o ataque tenha causado danos significativos.
Em resposta, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA destruíram nove navios iranianos e neutralizaram três petroleiros no estreito de Ormuz, prometendo continuar a ação contra o regime iraniano.
O senador democrata Tim Kaine, do estado da Virgínia, pediu apoio para uma proposta de lei que limite a autoridade do presidente em lançar ações militares no Irã sem a aprovação do Congresso. Kaine ressaltou a urgência de uma resposta legislativa, chamando o ataque de “guerra ilegal”.
Além do USS Abraham Lincoln, os EUA também contam com o apoio do USS Gerald R. Ford, posicionado na costa mediterrânea de Israel. As tensões continuam a crescer no estreito de Ormuz, especialmente após os ataques a dois petroleiros.

A situação no estreito de Ormuz, com sua estreita passagem de 40 km de largura, está aumentando o risco para as embarcações na região. De acordo com o site ‘Marine Traffic’, cerca de 150 petroleiros e navios de transporte de gás natural liquefeito interromperam suas viagens e ancoraram em águas territoriais de países do Golfo Pérsico.
Aproximadamente 100 embarcações estão na costa de Omã, aguardando a retomada do tráfego. A missão marítima da União Europeia na região relatou que navios estão sendo ameaçados por rádio pela Guarda Revolucionária do Irã, que mantém 16 instalações militares na área.