Clima no Pentágono é “intenso e paranoico” após reação do Irã, diz Washington Post

Atualizado em 2 de março de 2026 às 8:40
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA. Foto: reprodução

O clima no Pentágono e entre integrantes do governo dos Estados Unidos é descrito como “intenso e paranoico” após a reação do Irã aos ataques americanos, segundo reportagem do Washington Post.

A tensão aumentou depois que três militares dos EUA foram mortos e outros cinco ficaram gravemente feridos durante as hostilidades em curso — as primeiras baixas americanas confirmadas nessa ofensiva.

De acordo com autoridades militares, as forças dos EUA atingiram cerca de mil alvos nos últimos dois dias, em uma corrida para reduzir a capacidade do Irã de ameaçar tropas americanas e aliados no Oriente Médio.

A ofensiva ocorre após ataques que eliminaram parte da cúpula do regime iraniano, o que intensificou o risco de retaliações em larga escala.

Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que o grande número de ataques retaliatórios e a variedade de alvos — incluindo locais não militares em países árabes da região — geraram preocupação adicional em Washington.

Há receio quanto ao comando e controle desses armamentos depois da morte de líderes estratégicos do regime.

Dentro do Pentágono e entre membros do governo do presidente Donald Trump, cresce a avaliação de que o conflito pode sair do controle. “O clima aqui é intenso e paranoico”, disse uma das fontes à reportagem.

Líderes militares também demonstram apreensão com a possibilidade de que os combates se estendam por semanas, o que pressionaria estoques limitados de defesa aérea dos Estados Unidos.

Segundo pessoas familiarizadas com a situação, muitas vezes são necessários dois ou três interceptadores para garantir a neutralização de um míssil inimigo — fator que acelera o consumo dos arsenais.

Há ainda temor de que parte do impacto sobre esses estoques não tenha sido plenamente dimensionada.

“Existe preocupação de que isso dure mais do que alguns dias”, afirmou outra fonte. Para integrantes da área de defesa, o prolongamento das hostilidades pode comprometer a capacidade americana de proteger suas forças e parceiros na região.