
Os preços do petróleo dispararam após os ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O barril do tipo Brent atingiu um pico de 13% na abertura do mercado no domingo (1º), chegando a US$ 81,89 (R$ 420,46), o maior valor desde junho de 2025. A alta foi impulsionada pelo temor de que o confronto no Oriente Médio afete o fornecimento global da commodity.
O aumento no preço do petróleo também foi acompanhado por uma valorização do ouro, que subiu cerca de 3%. Em contraste, as principais Bolsas do mundo enfrentaram queda, com exceção das da China, que fecharam em seu maior patamar em dez anos. O barril Brent começou a sessão de segunda (2) a US$ 79,38, ainda refletindo os impactos dos ataques. O petróleo WTI, usado nos EUA, também registrou alta superior a 12%, alcançando US$ 74,99 no domingo.
Analistas preveem a manutenção dos preços elevados do petróleo nas próximas semanas, com a expectativa de que o valor da commodity possa ultrapassar os US$ 100 se o conflito persistir. A preocupação dos investidores está principalmente na possível interrupção do tráfego no estreito de Hormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo, onde 20% da produção mundial passa.
Apesar do aumento da produção acordado pela OPEC+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados), de 206 mil barris por dia a partir de abril, analistas alertaram que a oferta adicional terá pouco impacto se houver interrupção no fornecimento devido ao conflito. A navegação no estreito de Hormuz, que é controlado pelo Irã, tornou-se uma grande preocupação, com mais de 200 navios se ancorando nas imediações após os ataques.

Seguradoras alertaram sobre o aumento dos preços dos seguros para embarcações que transitem pelo estreito de Hormuz, com elevações de até 50% nos próximos dias, o que aumenta ainda mais os custos do transporte de petróleo. A alta nos preços do petróleo pode beneficiar países exportadores da commodity, como o Brasil, mas também gera pressões inflacionárias globais, afetando governos e bancos centrais.
Embora o Brasil possa se beneficiar com exportações de petróleo mais caras, analistas alertam que o impacto global será sentido, especialmente com o risco de inflação impulsionada pelos preços mais altos. O preço do petróleo também reflete a especulação sobre o fechamento do estreito de Hormuz, uma possível consequência do agravamento do conflito, o que poderia levar os preços do barril a ultrapassar os US$ 100.
As Bolsas ao redor do mundo reagiram negativamente aos ataques, com a maioria das praças registrando queda, exceto na China. No mercado financeiro, o ouro teve uma alta considerável, sendo considerado um porto seguro para investidores em tempos de incerteza. Ao mesmo tempo, o bitcoin também sofreu uma queda.