Carluxo na ONU, por que não? Por Moisés Mendes

Atualizado em 2 de março de 2026 às 23:47
Carlos Bolsonaro, conhecido como Carluxo. Foto: reprodução

A indicação de um representante aleatório para presidir a reunião do Conselho de Segurança da ONU, como aconteceu hoje, é uma atribuição do presidente do país que ocupa a presidência rotativa.

Por isso Trump indicou a própria mulher, e não um diplomata ou um membro do governo, e Melania fez o discurso de abertura da sessão, que foi por ela presidida nessa segunda-feira.

Geralmente, embaixadores integram o conselho em nome dos seus países. Mas vamos levantar uma hipótese, já que não há restrições da ONU a essa indicação, desde que o presidente do país decida.

Se o Brasil voltasse a fazer parte do conselho, como membro rotativo, poderia eventualmente presidir a reunião, como já aconteceu recentemente.

Melania Trump em discurso na ONU. Foto: reprodução

E aí vamos levantar uma hipótese. Se Flávio fosse eleito, ele poderia indicar quem quisesse, até Carluxo, para discursar na ONU, como se viu hoje com Melaine.

Outro detalhe interessante. O Brasil abre a sessão anual da ONU todos os anos. É o presidente brasileiro quem sempre faz o discurso.

Se Ratinho for eleito presidente, teremos a chance de ver essa manchete: Ratinho discursa na ONU. Agora imaginem essa manchete na capa dos jornais americanos.

Por isso o melhor é reeleger Lula.

(E vamos lembrar que Flávio já anunciou que, se eleito, seu irmão Eduardo será o chefe do Itamaraty, o seu ministro das Relações Exteriores.)

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/