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O que Moraes disse sobre Flávio após anúncio de pré-candidatura à Presidência

Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como “moderado” o comportamento adotado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desde que passou a se apresentar como pré-candidato à Presidência da República. O comentário foi feito em conversa informal com pessoas próximas nesta semana, segundo a coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.

De acordo com relatos, Moraes avaliou que a postura recente do senador contrasta com o estilo político que marcou a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro também não demonstrou preocupação com as investigações relacionadas ao chamado Caso Master, que revelaram a existência de um contrato entre a instituição financeira e sua esposa, Viviane Barci. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem evitado comentar diretamente o escândalo envolvendo o banco ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A postura mais cautelosa do senador ficou evidente no protesto da direita realizado no domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo. Durante o ato, Flávio defendeu o “impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei”, mas não citou Alexandre de Moraes nominalmente. O discurso foi considerado mais moderado do que o de outras lideranças do campo conservador presentes na manifestação.

Flávio Bolsonaro durante ato na Paulista. Foto: Thiago Bernardes/Agência O Globo

Entre os participantes do ato, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez críticas diretas ao ministro do STF, chamando Moraes de “panaca” e afirmando que o “destino final” do magistrado seria a “cadeia”.

Integrantes do governo Lula minimizaram o impacto político do protesto. A manifestação teve como tema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”. Para aliados do presidente, o evento não representou ameaça política relevante.

A ministra Gleisi Hoffmann afirmou nas redes sociais que os opositores tentam “emular besteiras” e atacar o governo com discursos vazios. Segundo ela, os bolsonaristas buscam esconder o resultado da eleição de 2022 com novas ofensivas políticas, lembrando que “perderam a eleição e tentaram um golpe”.

O vice-presidente do PT, Jilmar Tatto, também minimizou a mobilização. Em entrevista à Folha de S.Paulo, afirmou que os atos refletem uma tentativa da direita de se reorganizar para 2026. “Eles sabem que Lula é forte, é difícil ganhar do Lula, então por isso que, ao mesmo tempo que eles atacam as instituições, atacam o Lula, o que nós estamos acostumados”.

Tatto também ironizou o protesto: “Não há nada de novo. É mais um domingo de sol que eles não têm o que fazer. Enquanto eles gritam, estamos cuidando do povo brasileiro”.