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Vorcaro deixa “novo presídio dos famosos” e é transferido para Brasília

Momento em que Daniel Vorcaro deixa presídio no interior de São Paulo e inicia transferência para Brasília. Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou na manhã desta sexta (6) a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, para ser transferido a Brasília. A saída ocorreu por volta das 11h30, segundo a TV Vanguarda, afiliada da Globo no Vale do Paraíba.

Uma viatura não caracterizada interrompeu o trânsito na rua do presídio enquanto era montado o esquema de escolta. Quatro veículos deixaram a unidade prisional: dois da Polícia Penal e dois da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo. Vorcaro estava em uma das viaturas da SAP.

A previsão é de que o banqueiro seja levado ao aeroporto de São José dos Campos, a cerca de 70 quilômetros de Potim. De lá, ele deverá embarcar em um voo da Polícia Federal com destino a Brasília.

banqueiro Daniel Vorcaro falando, sem olhar para a câmera
O banqueiro Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

Na capital federal, Vorcaro será encaminhado para a Penitenciária Federal de Brasília, considerada unidade de segurança máxima. A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso envolvendo o Banco Master.

Na decisão, Mendonça citou argumentos da Polícia Federal de que a permanência do banqueiro em um presídio estadual representaria risco à segurança pública. Segundo a PF, Vorcaro teria capacidade de articulação e influência sobre diferentes setores do poder público e do mercado.

O banqueiro foi preso novamente na quarta (4) em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, ameaças e invasão de dispositivos eletrônicos.

Além de Vorcaro, também foram alvos da operação o cunhado Fabiano Zettel, o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens ligados ao grupo investigado.