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Apuração responsável da crise ou terra arrasada. Por Carol Proner e Pedro Serrano

Apuração responsável da crise ou terra arrasada (Foto: Gerada por IA/DALL-E)

Por Carol Proner e Pedro Serrano no Brasil 247

A nova remessa de vazamentos seletivos parece a repetição do filme de terror que foi a Lava Jato contra o Brasil, desta vez mirando nas eleições de outubro. É triste perceber que tudo o que vivemos na última década não serviu para evitar a repetição do método de desestabilização com o uso da mídia seletiva.

Com todo o respeito aos jornalistas experientes, alguns aparentemente ameaçados por realizar o seu trabalho, é impressionante constatar o poder dos editoriais e das manchetes na condução da opinião pública, na maior parte das vezes sem nuances ou contraditório.

Fragmentos de mensagens infiltrados por setores da polícia a jornalistas passam a ocupar os títulos dos grandes jornais sem qualquer cuidado com a biografia e a vida de personalidades da mais alta institucionalidade jurídica e política do país.

Mesmo sem qualquer processo formal instaurado contra autoridades mencionadas, as matérias insinuam comportamentos criminosos que servem de condenação prévia, desafiando a legitimidade do Poder Judiciário, bem como do sistema eleitoral e político, que passam a ser questionados de forma oportunista.

Os juristas Pedro Serrano e Carol Proner. Fotomontagem

Para além do interesse genuíno e legítimo do jornalismo investigativo no deslinde dos espantosos crimes financeiros, a marola dos vazamentos seletivos, em parte ilegais ou duvidosos, favorece a ira contra personagens do sistema de justiça e estimula os ataques daqueles que estão dispostos a tudo, como vimos no 08 de janeiro de 2023.

As eleições deste ano dependem de um compromisso democrático e ético na apuração das crises ou, como estamos vendo em outras partes do mundo, o Brasil fará da democracia terra arrasada.