
O grupo Prerrogativas divulgou uma nota pública na qual manifesta preocupação com o que classifica como abusos e irregularidades em investigações criminais recentes. O documento foi divulgado nesta sexta-feira (6) e é assinado pelo coordenador do grupo, o advogado Marco Aurélio de Carvalho.
No texto, os juristas afirmam que é fundamental investigar possíveis fraudes e responsabilizar eventuais envolvidos, inclusive autoridades. No entanto, o grupo sustenta que essas apurações devem respeitar o devido processo legal e as garantias constitucionais asseguradas aos investigados.
A nota critica especialmente o vazamento de trechos de inquéritos policiais e a exposição pública de investigados. Segundo o grupo, são “absolutamente reprováveis e infames as ocorrências relacionadas a vazamentos seletivos de trechos do inquérito policial, assim como a exposição vexatória dos investigados”.
Os integrantes do Prerrogativas também apontam risco de repetição de práticas associadas à Operação Lava Jato. O documento afirma que tais situações criam “um ambiente de abominável espetacularização da atuação policial que remete à ignominiosa memória da Operação Lava Jato”.
Para o grupo, investigações e medidas cautelares não podem violar direitos fundamentais previstos na Constituição. A nota sustenta que a manipulação de procedimentos pode antecipar julgamentos e comprometer a credibilidade do sistema de Justiça.

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