
O educador físico Eduardo Werneck Stevens morreu na madrugada desta sexta-feira (6) após sofrer graves queimaduras provocadas por uma explosão em seu apartamento, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O incidente ocorreu no dia 26 de fevereiro, e desde então ele estava internado no Hospital Universitário Mackenzie, em Curitiba, referência no tratamento de pacientes queimados.
Eduardo tinha 31 anos e era proprietário de uma rede de estúdios de treinamento físico que levava seu nome. Os espaços ofereciam musculação e atividades funcionais com proposta de atendimento personalizado, fora do formato tradicional de academias.
A rede Edu Werneck Personal Studio possuía três unidades em Foz do Iguaçu, localizadas nos bairros Porto Meira, Vila A e Vila Yolanda. O projeto era conduzido pelo próprio educador físico ao lado de outros profissionais da área.
Formado em Educação Física em 2017, ele construiu carreira na cidade com foco em treinos individualizados e acompanhamento próximo dos alunos. Nas redes sociais do estúdio, colegas publicaram uma mensagem de despedida após a confirmação da morte.

“Hoje nos despedimos do nosso querido Edu. Mais do que um líder, foi um amigo, um exemplo de coragem e dedicação para todos nós. Sua força e sua história ficarão para sempre em nossos corações. Você fará muita falta”, diz a homenagem assinada pelos educadores físicos Alexandre Carvalho, Eder Bulhões e Mateus Oliveira.
Alunos também compartilharam mensagens nas redes sociais lembrando o profissional. Uma cliente afirmou que ele era “uma pessoa muito dedicada, profissional admirado e muito querido por todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele”.
Além da atividade profissional, Eduardo mantinha forte devoção religiosa. Ele relatava participação em romarias e visitas ao santuário de adoração em Itaipulândia, no Paraná, demonstrando ligação com a fé católica.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, as causas da explosão ainda estão sendo investigadas. A corporação informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica do ocorrido no apartamento onde o educador físico morava havia cerca de dois anos.
De acordo com a RPC, afiliada da TV Globo no estado, havia uma mulher no imóvel no momento da explosão. Ela estava no banheiro quando o incêndio começou na cozinha, local onde Eduardo se encontrava, e não sofreu ferimentos. A investigação segue em andamento.