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Homens com explosivos são presos em ato contra muçulmanos na casa do prefeito de NY

Dispositivo caseiro
Dispositivo caseiro – REUTERS/Madison Swart

Dois homens foram detidos após serem suspeitos de levar explosivos a um protesto realizado no sábado (7) em frente à residência oficial do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. O caso é investigado pelas autoridades dos Estados Unidos como terrorismo, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (9). A manifestação ocorreu durante um ato de caráter antimuçulmano na cidade. Com informações do g1.

De acordo com a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, os dois suspeitos foram indiciados pelo Departamento de Justiça. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que se tratava de “terroristas inspirados pelo Estado Islâmico”. Um dos detidos foi identificado como Emir Balat, de 18 anos, apontado como responsável por lançar o artefato durante o protesto.

Um jornalista da agência AFP que acompanhava a manifestação relatou que Balat gritou “Allahu Akbar” (“Deus é o maior”) ao lançar o objeto. O vídeo do episódio mostra o momento em que ele tenta detonar uma bomba caseira composta por peróxido de acetona (TATP) e com pregos no interior.

O outro suspeito é Ibrahim Kayumi, de 19 anos, que teria entregado o explosivo a Balat. Ele foi identificado no domingo (8). O artefato não detonou e ninguém ficou ferido durante o incidente.

Segundo as autoridades, Balat e Kayumi foram acusados de crimes que incluem tentativa de fornecer apoio material a organização terrorista e uso de arma de destruição em massa. A denúncia afirma que Kayumi teria mencionado o Estado Islâmico como motivação no momento da prisão e posteriormente indicou ligação com o grupo. Balat também teria declarado lealdade ao EI.

O protesto havia sido convocado por um influenciador de extrema direita contra muçulmanos que realizam orações em espaços públicos de Nova York. O tumulto começou quando pessoas contrárias ao ato foram ao local para confrontar a manifestação. Os dois jovens detidos estavam entre os participantes.

No dia do protesto, o prefeito Zohran Mamdani não estava na residência oficial, onde vive com a esposa. Em declaração à imprensa, ele afirmou:

“Foi um protesto repugnante, enraizado na supremacia branca, intitulado ‘Parem a Dominação Islâmica da Cidade de Nova York’. Sou o primeiro prefeito muçulmano da nossa cidade. O preconceito anti-muçulmano não é novidade para mim, nem para cerca de um milhão de muçulmanos nova-iorquinos que consideram esta cidade seu lar. Embora eu tenha achado esse protesto abominável, não mudarei minha convicção de que ele deve ser permitido. Vivemos em uma sociedade livre, onde o direito a protestos pacíficos é sagrado”.