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Estupro coletivo: advogado de vítima acusa pai de suspeito de chamá-lo de “vagabundo”

José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo Cláudio Castro (PL) de óculos, falando, sem olhar para a câmera
José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo Cláudio Castro (PL) – Reprodução/Record

O advogado Rodrigo Mondego, representante da adolescente de 17 anos vítima de estupro coletivo no Rio de Janeiro, afirmou ter recebido uma mensagem ofensiva atribuída a José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo Cláudio Castro (PL). Segundo Mondego, ele foi chamado de “vagabundo” em mensagem enviada por meio do Instagram.

José Carlos Simonin é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, preso na quarta-feira (4) sob suspeita de participação no estupro. Além dele, outros três homens foram presos no mesmo caso. Um adolescente de 17 anos apontado pela investigação como mentor do crime foi apreendido.

A mensagem atribuída a Simonin teria sido enviada às 23h50 de domingo (8), conforme reprodução divulgada por Mondego nas redes sociais. O horário coincide com a veiculação de reportagens sobre o caso em programas de televisão.

De acordo com o relato do advogado da vítima, o texto dizia: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar suas contas, vagabundo”. Mondego afirmou ter respondido à mensagem dizendo: “Vagabundo não sou, sou sim advogado e trabalho bastante. Inclusive para que seu filho continue enjaulado, respondendo na Justiça pelo estupro que lhe é imputado”.

Procurado por ligação telefônica e mensagem em número atribuído a ele, José Carlos Simonin não respondeu até a publicação desta reportagem. O perfil dele no Instagram está configurado como privado, o que impede o envio de mensagens por usuários que não o seguem.

O advogado Ângelo Máximo, responsável pela defesa de Vitor Hugo, declarou que “repudia a fala” atribuída a Simonin. “Mondego deve ser respeitado como advogado, assim o advogado de qualquer de uma das partes. Vou conversar com o José Carlos a respeito”, disse. Segundo Máximo, o cliente dele afirma ser inocente. Vitor Hugo também é investigado em outra suspeita de estupro que teria ocorrido em uma festa.