
Um porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que as Forças Armadas do país estão “aguardando a frota naval dos EUA no Estreito de Ormuz” e que o desfecho do conflito na região depende de Teerã. A declaração foi feita na noite da última segunda-feira (9), no horário de Brasília, em meio à escalada de tensão militar entre o Irã, os Estados Unidos e Israel.
A fala do major-general Ali Mohammad Naeini foi divulgada pela mídia estatal iraniana e aparece como resposta a declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a segurança da principal rota marítima de transporte de petróleo do mundo. O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é responsável pelo fluxo de grande parte da produção global de energia.
“As Forças Armadas da República do Irã estão aguardando a frota naval dos EUA na região do Estreito de Ormuz e estão esperando o porta-aviões Gerald Ford”, disse Naeini.
O porta-voz também afirmou que as forças iranianas estão prontas para enfrentar uma eventual presença militar mais ampla na região.
“Ele alegou a presença de navios comerciais e militares na região e sua fácil passagem pelo Estreito de Ormuz; Enquanto isso, navios, embarcações e todos os caças americanos fugiram da região e estão posicionados a uma distância de mais de mil quilômetros para evitar os poderosos mísseis e drones do Irã”, acrescentou.

As declarações ocorrem após Trump afirmar, também nesta segunda-feira, que a hidrovia estratégica continuará protegida. O presidente estadunidense advertiu que haverá consequências severas caso o Irã tente atacar embarcações na região. Segundo ele, o Estreito de Ormuz “permanecerá seguro” e “o preço será incalculável” se Teerã tentar interromper o tráfego marítimo.
Trump também declarou que seu governo avalia a possibilidade de assumir o controle da área e sugeriu que a Marinha dos Estados Unidos poderá escoltar petroleiros caso seja necessário.
Em resposta, Naeini alertou que, se os ataques entre os Estados Unidos e Israel continuarem, o Irã poderá retaliar economicamente. Segundo ele, o país “não permitirá a exportação de um único litro de petróleo da região”.
Atualmente, dois grupos de ataque de porta-aviões dos Estados Unidos estão posicionados no Oriente Médio. O USS Abraham Lincoln opera no Mar Arábico, enquanto o USS Gerald R. Ford foi deslocado para o Mar Vermelho após atravessar o Canal de Suez, de acordo com informações do Comando Central dos EUA.