Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

A animação em estilo Lego com críticas a Trump e EUA por ataque a escola no Irã

Animação da agência de notícias semioficial iraniana Tasnim. Foto: Reprodução

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim divulgou um vídeo de animação em estilo Lego que responsabiliza os Estados Unidos por um ataque a uma escola primária no Irã. O conteúdo foi publicado nesta terça-feira (10) no canal da agência no Telegram e tem cerca de dois minutos de duração.

A animação mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionando um botão vermelho. Logo depois, um míssil identificado com a bandeira americana é lançado. Em seguida, aparecem imagens de escombros de uma escola, com mochilas e sapatos infantis espalhados entre os destroços.

Na sequência, o vídeo apresenta uma reação militar iraniana. A animação retrata ataques contra uma base britânica localizada no Chipre e também contra a cidade de Tel Aviv, incluindo o Aeroporto Internacional Ben Gurion. Outras imagens mostram alvos como o hotel Burj Al Arab, em Dubai, a embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita e uma base militar americana no Bahrein.

A produção também exibe o escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, representado fugindo por túneis. Em outro momento, a animação mostra navios iranianos patrulhando o Estreito de Ormuz enquanto economistas aparecem chorando em referência ao aumento dos preços do petróleo.

Na parte final, a animação mostra caixões com soldados americanos sendo repatriados para os Estados Unidos. Um míssil também atinge um porta-aviões identificado como referência ao USS Gerald R. Ford, o maior navio militar da Marinha norte-americana.

Segundo a mídia estatal iraniana, o vídeo faz referência ao ataque ocorrido na segunda-feira (9), quando o Ministério da Educação do Irã informou que pelo menos 192 estudantes e professores morreram após uma ofensiva militar atribuída aos Estados Unidos e a Israel. A Casa Branca afirmou que ainda investiga o episódio, enquanto Donald Trump declarou que outros países também poderiam ter utilizado mísseis semelhantes aos empregados no ataque.