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Planalto cria sala de monitoramento para avaliar o impacto da guerra no preço dos combustíveis

Com alta dos combustíveis, BC deve subir Selic ao maior nível em 5 anos
Bico abastecedor em posto de gasolina Foto: Ronaldo Schemidt / AFP

O governo federal iniciou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente o mercado de combustíveis no Brasil diante do conflito em curso no Oriente Médio. A medida foi adotada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que passou a intensificar a análise sobre o impacto da instabilidade internacional nos preços e no abastecimento de derivados de petróleo.

O acompanhamento envolve interlocução contínua com agentes do setor de refino, importação e distribuição de combustíveis. A iniciativa inclui ainda articulação com órgãos reguladores e monitoramento dos principais elos da cadeia de fornecimento para avaliar possíveis reflexos sobre o mercado brasileiro.

Segundo o ministério, o objetivo é identificar com rapidez eventuais riscos ao abastecimento e coordenar medidas para preservar a segurança energética do país. O monitoramento também acompanha o comportamento dos preços internacionais do petróleo e sua influência sobre o mercado nacional.

Desde o final de fevereiro, equipes técnicas do MME passaram a reforçar a observação dos fluxos logísticos nacionais e internacionais de petróleo, gás natural e combustíveis. A análise considera a evolução do cenário geopolítico e possíveis efeitos sobre a logística de distribuição e o abastecimento interno.

Fachada do Ministério de Minas e Energia (MME) e Ministério do Turismo (MTur). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

De acordo com o governo, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada até o momento. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, especialmente diesel, enquanto a participação de países do Golfo Pérsico nas importações brasileiras é relativamente pequena.

Paralelamente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que analise aumentos recentes nos preços de combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. O pedido foi feito após sindicatos de postos afirmarem que distribuidoras elevaram os preços com base na alta internacional do petróleo, embora a Petrobras ainda não tenha anunciado reajustes em suas refinarias.