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A pressão bolsonarista para que os EUA classifique PCC e CV como terroristas

Flávio, Jair, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Foto: reprodução

Um grupo de políticos ligados ao bolsonarismo atua há cerca de um ano para que os Estados Unidos classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Entre os principais articuladores estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que considera as duas facções criminosas brasileiras como “ameaças significativas à segurança regional”, citando o envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional. O governo norte-americano avalia desde o ano passado incluir os grupos na lista de organizações terroristas internacionais.

Ao comentar o tema, Flávio Bolsonaro criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Combater o narcoterrorismo, sufocar o financiamento dessas facções e devolver a liberdade aos cidadãos deveria ser prioridade do governo Lula, mas o que vemos é o oposto. Lula protege os ‘anjinhos’ e ainda faz lobby para evitar que os Estados Unidos classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas”, afirmou.

Eduardo Bolsonaro também comentou o assunto nas redes sociais nesta terça-feira (10). “Eu estou do lado daqueles que combatem narcoterroristas. Lula está do outro. E você?”, escreveu. A articulação política inclui encontros e agendas internacionais. Em novembro, os dois participaram de compromissos em El Salvador e se reuniram com o presidente Nayib Bukele.

O blogueiro Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, declarou recentemente que o grupo atua há mais de um ano para buscar cooperação internacional contra as facções. “Estamos há mais de um ano trabalhando para recebermos ajuda e libertar a população brasileira do jugo do CV e PCC”, disse.

O governo brasileiro se posiciona contra a classificação das facções como organizações terroristas. Segundo o entendimento do Planalto, a legislação brasileira define terrorismo como atos motivados por razões religiosas, ideológicas, políticas ou de preconceito.