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VÍDEO – Jornalista bolsonarista ameaça Reinaldo Azevedo: “Vou rasgar sua cara”

Tiago Pavinatto e Reinaldo Azevedo. Foto: Reprodução

O jornalista bolsonarista Tiago Pavinatto, ex-comentarista da Jovem Pan e atualmente ligado à revista Oeste, fez ameaças contra o jornalista Reinaldo Azevedo. Em vídeo publicado na sua coluna no Metrópoles, “Pavio Curto”, ele disse que o ex-colega espalhou mentiras contra ele.

“O meu amigo íntimo, Reinaldo Azevedo, uma das pessoas que eu mais respeitava na minha vida, passa a dizer para pessoas do nosso convívio comum que eu enriqueci traficando droga. Até o dia que eu resolvi ligar para ele e perguntar por que é que ele tinha feito isso”, disse Pavinatto.

Na sequência, ele afirmou que ligou para Reinaldo e prometeu “rasgar sua cara”. “Diante da mentira dele, eu disse o seguinte: ‘Se um dia você estiver andando na rua, passa para o outro lado, porque a primeira coisa que tiver no chão eu pego para rasgar sua cara’. E desde então nós nunca mais nos falamos”, prosseguiu.

Pavinatto ainda relatou que o ex-colega disse que “nunca falou isso”, mas afirmou ter provas das acusações.

“Eu tenho gravado de pessoas do convívio dele, que isso saía da casa dele. Eu estou dizendo aqui por que é que eu o critico? Claro, em primeiro lugar: por que eu fui um amigo muito devotado a ele? Por que eu sempre o admirei muito? E porque hoje eu tenho a plena certeza de que o que ele fala para você, ouvinte, telespectador, leitor, não é o que ele pensa, mas o que pagam para ele dizer ou é o que obrigam que ele diga para vocês. Porque ele não pensa assim”, completou.

Pavinatto é conhecido por defender discursos de extrema-direita e ter uma postura agressiva. Ele foi um dos autores de um projeto de anistia ampla que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta, perdoava crimes ligados ao inquérito das fake news e ao ataque golpista de 8 de janeiro, chegou a circular entre parlamentares.

No ano passado, ele também foi condenado a 1 ano e 9 meses de prisão por calúnia contra o advogado Augusto de Arruda Botelho, ex-secretário nacional de Justiça, por acusá-lo de advocacia administrativa.

“Aquele que quando o Dino virou Ministro do STF e recebeu alguns casos milionários, bilionários para decidir. Aquele que vendo que o ex-chefe passou a ser juiz de casos milionários, bilionários, saiu da secretaria e foi advogar para as empresas que têm interesse nesses casos milionários, bilionários”, disse ele em 2024. A pena foi substituída por serviços comunitários posteriormente.